Falta de repasse de verbas ameaça ações de comitês de bacia hidrográfica em Minas

Anos de trabalhos em projetos para recuperação ambiental, de elaboração de plano de saneamento e de revitalização de nascentes estão em xeque.

Se de um lado as condições meteorológicas na estação chuvosa favoreceram a recuperação de cursos d’água em Minas, os 36 comitês de bacia mineiros, responsáveis entre outras coisas por desenvolver projetos de revitalização, continuam enfrentando uma seca severa no que diz respeito a recursos públicos.

Considerado um dos mais atuantes e representativos do país, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas denuncia a retenção irregular pelo governo de Minas de recursos relativos à cobrança pelo uso da água, à qual têm direito 12 entidades.

No caso dos repasses do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro) – que sustenta outras 24 entidades – o atraso chegaria a sete anos e somaria R$ 250 milhões.

A situação ameaça parar o comitê em alguns meses e, com ele, diversos projetos de recuperação ao longo da bacia, sobretudo o Projeto Revitaliza Rio das Velhas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *