Mercado de diplomas falsos no país oferece até histórico escolar

No mercado de diplomas falsos, os golpistas estão agindo na internet, com ofertas de documentos para qualquer nível de escolaridade.
Um anúncio promete um “certificado” de supletivo “em oito dias, sem aulas e sem provas”. O vendedor garante “sigilo absoluto'”. Outro dá a entender que o interessado pode concluir um curso “superior” em “diversas áreas, em poucos dias”.
O golpe é aplicado em vários estados por diferentes quadrilhas. Algumas vezes, as encomendas são feitas por telefone. No Rio Grande do Sul, um golpista pediu R$ 2 mil para entregar vários documentos falsos.
Na Bahia, uma golpista afirmou que o preço varia conforme o curso. Medicina e Direito custam mais.
Também é possível comprar certificados no meio da rua, como na Praça da Sé, no Centro de São Paulo. O homem oferece carimbo do Ministério da Educação e boas notas. Tudo falso.
Com a onda da internet, os golpistas estão utilizando até o Whatsapp e o Facebook para venderem diplomas falsos. Mas a plataforma pode ser qualquer uma: a cada dia que passa, esses vendedores estão menos escondidos.
O Facebook é um dos destaques, junto com o já tradicional Mercado Livre. Entre itens ilícitos e bizarrices – que, por vezes, também são ilegais -, é tudo às claras, sem qualquer tentativa de esconder.
Os crimes também são cometidos pelas pessoas que compram, não apenas por quem vende. No caso de documentos ilícitos, a pessoa não tem direito de ter aquele curso. É a falsificação de um documento. E quem oferta o serviço é um estelionatário.
Lembrando que falsificação de documentos é crime, punido com pena de até seis anos de prisão. Quem compra documento falso também pode ser processado e ser condenado a até seis anos de reclusão.
Em Minas Gerais no ano de 2015, a Polícia Federal deflagrou em uma operação para desarticular um esquema de venda ilegal de certificados de conclusão de ensinos técnico, médio e fundamental. A representação envolvia um ex-policial civil que foi preso em Governador Valadares.
Já no ano passado, a Polícia Federal também prendeu um suspeito em Ipatinga em uma operação com o objetivo de desmantelar quadrilhas responsáveis por venda de diplomas falsos em Minas Gerais.
A investigação continua este ano e tem o intuito também de mapear, através de conversas feitas no Facebook e Whatsapp, as pessoas que compraram os diplomas falsos para que possam responder pelo crime de falsificação de documento. Caso a pessoa tenha utilizado o diploma falso em alguma instituição de ensino ou mesmo para conseguir um emprego, ela poderá responder judicialmente na esfera penal e também na esfera cível, como por exemplo, indenização por danos materiais e morais.

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