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Pará de Minas,22/10/2024

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Alckmin: 'Mau gosto do Milei é assunto dele' e divergência com Lula não afeta relação comercial de Brasil e Argentina

g1.globo.com
Alckmin: 'Mau gosto do Milei é assunto dele' e divergência com Lula não afeta relação comercial de Brasil e Argentina


Vice-presidente deu a declaração ao ser questionado sobre troca de farpas entre os presidentes brasileiro e argentino. Geraldo Alckmin está no exercício da presidência e participou, nesta terça, de evento do Sebrae. Vice-presidente Geraldo Alckmin em evento do Sebrae.
Reprodução/ CanalGov
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (9) que as divergências entre os governos de Brasil e Argentina não afetam as relações comerciais entre os dois países.
"São relações de Estado. O mau gosto do Milei é assunto dele. Temos que fortalecer as relações de Estado", afirmou Alckmin, que está no exercício da Presidência.
Alckmin deu a declaração ao ser questionado sobre as divergências entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente argentino Javier Milei. Lula cumpre agenda internacional. E nesta terça está na Bolívia.
Lula participa de Cúpula do Mercosul e critica "experiências ultraliberais" na região
Os dois presidentes, que nunca tiveram uma reunião bilateral, estão em campos ideológicos opostos e trocam farpas desde o ano passado, quando Milei foi eleito ao derrotar o então presidente Alberto Fernández, apoiado por Lula.
Milei, por sua vez, é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem esteve no último fim de semana em Santa Catarina.
Milei não participou da reunião de cúpula do Mercosul, realizada na segunda-feira (8) no Paraguai. Lula, que esteve no encontro, disse que a ausência do argentino foi uma "bobagem imensa".
O presidente brasileiro também criticou o "nacionalismo arcaico e isolacionista" e o resgate de "experiências ultraliberais que apenas agravaram desigualdades na nossa região".
Lula reclama de decisão do Banco Central sobre taxa de juros
Mercado 'estressado'
Em entrevista após um evento do Sebrae, em Brasília, Alckmin também comentou a cotação do dólar e a manutenção da taxa Selic em 10,5% ao ano. Para o presidente em exercício, ambas tendem a cair.
Alckmin disse que o "mercado é estressado" e que não há razão para a cotação do dólar ante o real ter disparado. Na semana passada, marcada por críticas de Lula ao Banco Central, a cotação chegou a R$ 5,70, mas reduziu para patamar abaixo de R$ 5,50.
"Se olhar o tripé macroeconômico, o câmbio é flutuante. Do mesmo jeito que subiu, ele reduz. Ele tem oscilações e deve ser flutuante mesmo. Acredito que vai cair mais. A tendência é que caia mais. É que o mercado é estressado. Não tem nenhuma razão para ter ido no patamar que foi. A tendência é que ele caia", declarou.
Alckmin também afirmou que o governo reafirmou o compromisso com o equilíbrio fiscal e que espera a queda da taxa de juros.
"Os juros estão altos, mas tenho confiança de que vão cair. Não há razão para você ter a segunda maior taxa de juros do mundo. O primeiro é a Rússia que está em guerra. Segunda maior taxa de juros do mundo, não tem razão disso. Temos confiança de que isso é transitório, a tendência dos juros é cair", reforçou o presidente em exercício.




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